Representatividade e diversidade em ETERNOS, novo filme da Marvel

Sinopse:

“Os Eternos são uma raça de seres imortais que viveram durante a antiguidade da Terra, moldando sua história e suas civilizações enquanto batalhavam os malignos Deviantes.”

Com duração de aproximadamente duas horas e quarenta minutos, “Eternos” (de título original: Eternals), tem direção da chinesa Chloé Zhao; roteiro de, além da própria diretora: Kaz Firpo, Ryan Firpo, Patrick Burleigh, e será lançado em 04 de novembro de 2021 nos cinemas.

Não sou técnica, então, vou focar este texto nas minhas impressões sobre o longa.

Como informa a sinopse, esse novo filme do Universo Cinematográfico Marvel (UCM) narra as histórias de seres imortais que chegaram no planeta terra há milhares de anos, desde a Antiguidade, acompanhando a evolução dos seres humanos, assim como protegendo-os dos Deviantes, que são seres que têm por objetivo matar e destruir comunidades humanas (por um motivo que vamos descobrir também enquanto outros segredos e mistérios vão sendo desvendados).

É interessante ver como marcos históricos reais são citados em algumas passagens da trama, como por exemplo, os bombardeamentos em Hiroshima e Nagasaki, ou bem antes disso: os conflitos internos na Babilônia. Isso acaba nos aproximando das passagens temporais e situando melhor passado/presente, já que as narrações são, em alguns momentos, não lineares.

Gosto demais dos filmes de super heróis, então já estava com expectativas grandes para ver como teria ficado esse lançamento, ainda mais por já ter visto que as críticas negativas que estão pipocando por aí possivelmente teriam a ver com algumas características de personagens que fogem do que pessoas ignorantes aguentam conviver (opa! Parei de treta!).

Pois então, eu gostei pra caramba de como as histórias de cada Eterno é contada e acredito que ainda teremos muitos outros filmes com eles daqui pra frente, já que existem diversos outros detalhes a serem explicados e continuados.

Há menção a Thanos e ao que aconteceu em “Vingadores: Ultimato”; e esses fatos anteriores justificam algo essencial em Eternos. Fique ligade!

Nesse primeiro filme, conhecemos Makkari (Lauren Ridloff), Phastos (Brian Tyree Henry), Sersi (Gemma Chan), Kingo (Kumail Nanjiani), Gilgamesh (Don Lee), Ajak (Salma Hayek), Ikaris (Richard Madden), Thena (Angelina Jolie), Duente/Sprite (Lia McHugh) e Druig (Barry Keoghan). Apesar de existirem poderes já comuns que envolvem força e rapidez, gostei que as características dos personagens não se restringem ao físico, como acontece com Phastos, por exemplo, que preza pela não violência e foca na criação de suas invenções, demonstrando ser o mais inteligente do grupo.

Aproveito para falar sobre ele, que pode estar sendo o maior alvo de críticas “no sense” por ser um personagem preto, gordo e gay, que retoma a sua fé na humanidade quando constrói uma família linda com seu esposo e seu filho. É um dos meus personagens favoritos. Eu achei incrível como ele e sua família são retratados sem estereótipos negativos e como ele usa da inteligência para tentar ajudar os humanos e os Eternos a vencerem batalhas.

Outra personagem preta que me ganhou o coração foi a Makkari, que no filme mantém o poder de super velocidade, como no quadrinho. A heroína, no filme, é surda e se comunica com seus colegas através da Língua de Sinais, além de seguir vibrações e observar pequenos detalhes para captar o que acontece ao seu redor. Amei a personagem e o fato de terem escalado uma atriz surda para interpretá-la.

Primeiro herói gay e primeira heroína surda da Marvel. A emoção! Senti falta de conhecer mais sobre Phastos e Makkari, e espero que eles sejam mais explorados nos próximos filmes.

Além dessas representatividades positivas, o protagonismo do filme é feminino E asiático, com a personagem Sersi; dos Eternos é a que mais se apegou e se apaixonou pelos humanos, desde o início. Também temos menção a Bollywood e o sucesso dos filmes indianos, através do personagem Kingo, que é, junto com seu mordomo, o alívio cômico do filme.

Talvez esses “detalhes” sobre representatividade possam passar despercebidos por algumas pessoas, mas pra mim foram o grande diferencial para me fazerem gostar ainda mais do longa, que apesar de ter cenas de humor e luta (como já era esperado), puxa bem mais pro drama, tocando em questões que envolvem perdas, companheirismo, amadurecimento e sacrifícios, por exemplo.

Como todo filme da Dona Marvel, temos sim cenas pós-créditos. Precisamente, DUAS.

1. Em uma delas, eu, besta que sou, só consegui ficar cantando na minha mente: watermelon sugar, AAAAI ♪ 😂, por conta da participação do Harry Styles, que está interpretando Eros e que com certeza estará na continuação da história (já que apareceu no pós-crédito).

2. Algo que não é spoiler, já que muito está se comentando sobre, é que o Kit Harrington também tem algumas aparições no filme, e provavelmente também estará no próximo, atuando como o Cavaleiro Negro (a Casa Stark tá diferente).

E então, deu vontade de assistir? Quando for, vamos trocar ideia 😉

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