Emoção e conscientização em “Querido Evan Hansen”

Sobre o filme:

“O fenômeno da Broadway de tirar o fôlego torna-se um evento cinematográfico quando o vencedor do Tony, Grammy e Emmy, Ben Platt, repete seu papel como um estudante do ensino médio ansioso e isolado, ansiando por compreensão e pertencimento em meio ao caos e crueldade da era da mídia social.

Dirigido pelo aclamado cineasta Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível e o Extraordinário), o filme foi escrito para as telonas pelo vencedor do Tony, Steven Levenson, com música e letras da equipe de compositores vencedora do Oscar, Grammy e Tony Benj Pasek e Justin Paul (La La Land: Cantando Estações, O Rei do Show).

Apresentando canções ganhadoras do Grammy, incluindo o hino icônico “”You Will Be Found””, “”Waving Through a Window””, “”For Forever”” e “”Words Fail””, Querido Evan Hansen estrela a seis vezes indicada ao Oscar Amy Adams e a vencedora do Oscar® Julianne Moore, Kaitlyn Dever (Booksmart), Amandla Stenberg (O Ódio que Você Semeia), Colton Ryan (Little Voice da Apple TV +), Nik Dodani (Atypical da Netflix), DeMarius Copes (Meninas Malvadas da Broadway) e Danny Pino (Law & Order: Unidade de Vítimas Especiais).

Querido Evan Hansen é produzido por Marc Platt (La La Land: Cantando Estações, Caminhos da Floresta e o O Retorno de Mary Poppins) e Adam Siegel (Dose Dupla e Drive), e tem como produtores executivos Michael Bederman, Steven Levenson, Benj Pasek e Justin Paul.”

E o que eu achei do filme, que será lançado nos cinemas do Brasil em 11 de novembro de 2021? Saiba a seguir:

“Querido Evan Hansen”, como foi explicitado anteriormente, é um longa metragem que reconta uma história de sucesso nos palcos da Broadway, que também já foi adaptado para livro, publicado aqui no Brasil pela Editora Seguinte.

Eu não li o livro e também não assisti a peça teatral, então, a referência que tenho é exclusivamente do que vi nas telonas, e eu gostei muito, ao contrário da maioria das críticas que li pela internet.

“Não estamos só”

A narrativa da obra gira em torno do Evan, que é um adolescente que sofre de ansiedade e depressão, e recebe a instrução do seu psicólogo de escrever cartas para ele mesmo, começando com o cumprimento que dá título ao espetáculo. Evan deve dizer para si mesmo os motivos pelos quais o seu dia será incrível, mas depois de ter sido ignorado mais uma vez na escola, além de ter sido agredido na frente de várias pessoas pelo Connor, um garoto que é visto como “problemático” por todos, Evan decide escrever como seu dia foi horrível e como ele se sente sozinho e como gostaria de sumir.

Por conta de uma confusão, Connor pega a carta que o colega imprime sem querer, e esse papel é encontrado com ele quando a sua família o encontra sem vida, após cometer suicídio, fazendo parecer que ele e Evan eram melhores amigos.

Por conta de diversos fatores no decorrer do filme, o protagonista vai deixando que todos acreditem na mentira, que vira uma enorme bola de neve e que acaba afetando diversas pessoas. A intenção inicial do personagem era não decepcionar os pais de Connor, que acreditaram veemente que o filho tinha um amigo que ninguém conhecia; depois ele foi se envolvendo com todos, que lhe davam o carinho e atenção que ele não tinha em casa com a mãe, que o criava sozinha e precisava trabalhar dobrado para arcar com as despesas de ambos, consequentemente, se distanciando do filho. Ele é um jovem carente, mas nada justifica todas as mentiras que ele contou, e você vai descobrir até onde ele foi, assistindo ao filme.

Eu achei muito bom a obra tratar sobre ansiedade e depressão, mostrando que nem todo mundo demonstra que está mal. Essa questão é muito bem apresentada através da personagem Alana Beck (encenada pela Amandla Stenberg), que demonstra ser uma garota super alegre e envolvida em diversos projetos na escola, e que também sofre com a depressão. Ambos tomam remédios ansiolíticos e isso é mostrado de maneira muito bacana no filme, sinalizando que é tranquilo usar remédios para auxiliar nos tratamentos e que não há motivo para se envergonhar por isso. Para mim, que sou uma pessoa ansiosa e preciso dos ansiolíticos, essa cena foi muito emocionante e importante. Eu senti falta, entretanto, de cenas em que Evan teria contato com o psicólogo e psiquiatra.

E por falar em Amandla Stenberg: há uma diversidade bacana no filme, que mostra adolescentes de diferentes cores, nacionalidades, corpos… achei isso bacana.

As encenações são incríveis e, mesmo que alguns atores (como o Ben Platt) já sejam adultos, consegui me envolver tranquilamente e senti-os como adolescentes. É perceptível a angústia nas encenações e eu me emocionei demais em diversos momentos.

As músicas também são maravilhosas e conversam bem com as discussões dos personagens, não parecendo que foram inseridas aleatoriamente no enredo. Isso deixou a experiência ainda melhor. Inclusive, você pode encontrar as canções do musical no YouTube (estou escrevendo este texto escutando elas, por sinal). Indico que escute, porque são realmente muito boas.

E, apesar de todas as mentiras de Evan, quando alguns detalhes vão sendo desvendados, sofri junto com ele.

Eu indico demais o filme e sugiro que você leve um lencinho.

Você já assistiu ao musical, leu o livro ou viu o filme? Vamos trocar ideia sobre!

Assista ao trailer de “Querido Evan”: https://www.youtube.com/watch?v=an1oz123EhY.

4 comentários em “Emoção e conscientização em “Querido Evan Hansen”

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