The Batman (2022): Vale a pena ir assistir?

Título: The Batman
Diretor: Matt Reeves
Duração: 2h56m
Distribuidora: Warner Bros. Pictures
Gênero: Ação/Filme de super-herói
Classificação: 14 Anos
Lançamento no Brasil: 03 de março de 2022

The Batman é mais uma releitura para os cinemas do Morcego de Gotham, esta nova versão é dirigida pelo diretor Matt Reeves (Planeta dos Macacos – O Conflito) e nos mostra um angustiado Bruce Wayne lutando por quase dois anos contra a sufocante bandidagem da cidade.

Robert Pattinson no papel de Bruce Wayne/Batman

A atmosfera de Gotham é exatamente de claustrofobia, como se a cada enigma do Charada (Paul Dano) o labirinto se fechasse um pouco mais para as autoridades da cidade, para os criminosos e para o Batman.  É um filme bastante sério e com algumas cenas pontuais de riso involuntário. O roteiro tem um ritmo próprio e não se preocupa em contar toda história bem mastigada e devagar, isso é bom, porém em alguns momentos, cansativo. O filme é audacioso ao macular a imagem do Thomas e da Martha Wayne, embora depois haja uma justificativa para algumas escolhas dessas personagens.

Os destaques positivos são Batman/Bruce do gigante Robert Pattison e o flutuante Charada do Paul Dano.

Kauana Hervan

O Batman/Bruce soa bastante indignado e cansado, porém traz empatia pelos outros muito forte e uma certa doçura, que aqui é aguçada pela simpática Mulher-Gato (Zoe Kravitz), que tem um enredo próprio, porém mal resolvido.

Zoe Kravitz e Robert P. nos papeis de Mulher-Gato e Batman

Já o Charada convence pela sua excentricidade, inveja e inteligência muito bem justificada no filme, além de uma violência bruta. Foi bem-feita a cena do diálogo dos dois, que poderia soar como uma imitação a uma cena clássica de O Cavaleiro das Trevas (2008), mas é uma mera referência a esta, e demarca ali a personalidade própria deste filme (e possíveis outros) em relação à trilogia do Nolan.

Todos os outros personagens coadjuvantes e figurantes são bem característicos e de fácil lembrança. Talvez aqui fique uma decepção em relação ao Pinguim (Colin Farrell), mas que esse primeiro filme deixa uma promessa de uma participação maior dessa personagem futuramente.

Ainda há dois destaques deste longa que merecem ser mencionados: a trilha sonora composta pelo Michael Giacchino: maravilhosa e precisa. E o terceiro ato do filme como um todo, que é surpreendente e tira a obra do lugar comum.

The Batman não se preocupa que em alguns momentos soem parecidos com os outros filmes passados do personagem, pois sabe que traz uma nova perspectiva do herói e justifica isso pelas mãos da direção nesta versão. Há várias narrativas abertas para possíveis continuações e há uma esperança de que essas novas histórias sejam contadas e bem contadas a partir de agora.

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