VOCÊ COSTUMA LER MULHERES NEGRAS? PEGUE ESSAS DICAS.

Oi, pessoa leitora.

Você já parou para pensar se há diversidade nas identidades de autorias das obras que você consome? Por exemplo: até criar o Passos entre Linhas, em 2016, eu não pensava sobre quem tinha escrito os livros que eu lia, e quando passei a analisar, percebi que eram, em grandessíssima maioria: pessoas brancas estrangeiras.

A partir das trocas com outras pessoas leitoras e conhecendo escritores nacionais, desde 2016, eu passei a olhar criticamente para o que consumo, e a buscar variar ao máximo as minhas experiências literárias. Esse movimento individual acabou influenciando o rumo do Passos entre Linhas e de outras práticas profissionais em minha vida. Ler obras de pessoas que são geralmente marginalizadas (baianas, negras, LGBTQIAP+, de outros estados do nordeste, mulheres, indígenas, PCDs…) e divulgá-las vai além de simplesmente consumir literatura diversa: essas ações são, para mim, ato político.

Quando eu insisto em indicar obras de grupos marginalizados não é porque quero segregar; pelo contrário: quero que mais pessoas saibam que essas artes existem. Porque se não formos atrás de liteturas com representatividades positivas, muito dificilmente elas chegarão até nós.

Mas por que ler autorias diversas?

Quando nós nos enxergamos nas obras que consumimos, há um sentimento forte de pertencimento, que contribui para reforçar a nossa autoestima positiva. Quando mais jovem, eu nunca tinha tido contato com textos de mulheres negras, e eu, embora escrevesse desde criança, não conseguia me enxergar enquanto escritora. Para mim, esse era um lugar onde eu não cabia. Mas tendo acesso a obras de mulheres pretas, eu me reconheci nas descrições de experiências de vida delas, me senti pertencente a um universo que me abraça e mostra que eu posso ser o que eu quiser ser (é essa a mensagem que costumo passar para “meus” alunos, inclusive).

Ter contato com obras com representatividades positivas vai além de simples experiências a lazer: é inspiração, fortalecimento; é saber que existimos e que somos importantes.

Por esse motivo, todo início de ano, desde 2018, eu faço um compilado de leituras de autorias femininas negras que fiz no ano anterior, e posto no canal Passos entre Linhas. O conteúdo sobre as obras lidas em 2022 foi ao ar no dia 07.01.23, Dia Nacional do Leitor:

Confira mais conteúdos dentro desse recorte nos vídeos a seguir (em ordem cronológica):

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